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13 setembro 2010

Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último.

O último pra esquecer tolices.

O último para ignorar o que, no fim das contas, não tem a menor importância.

O último para rir até o coração dançar.

O último para chorar toda dor que não transbordou e virou nódoa no tecido da vida.

O último para deixar o coração aprontar todas as artes que quiser.

O último para ser útil em toda circunstância que me for possível.

O último para não deixar o tempo escoar inutilmente entre os dedos das horas.

10 setembro 2010




Em muitos trechos do caminho, às vezes bem longos, carregamos muito peso na alma sem também notar.
A gente se acostuma muito fácil às circunstâncias difíceis que às vezes podem ser mudadas.
A gente se adapta demais ao que faz nossos olhos brilharem menos.
A gente camufla a exaustão.
A gente inventa inúmeras maneiras para revestir o coração com isolamento acústico para evitar ouvi-lo.
A gente faz de conta que a vida é assim mesmo e ponto.
A gente arrasta bolas de ferro e faz de conta que carrega pétalas só pra não precisar
fazer contato com as nossas insatisfações e agir para transformá-las.
A gente carrega tanto peso, no sentimento, um bocado de vezes, porque resiste à mudança.
Até o dia em que a alma, cansada de não ser olhada, encontra o seu jeito de ser vista e de dizer quem é que manda.